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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Educação

 Universidade Católica de Pernambuco

Professora: Elba Leicht

Aluno: Ridivanio Procopio da Silva

2015, Recife 



Política e Legislação Educacional Histórica


Análise importância do professor nos debates referentes ao PNE  e no PDE.




Há consenso entre pesquisadores e entidades sindicais do magistério de que a valorização docente deve ocorrer a partir de três dimensões: a formação inicial e continuada; a carreira, o que compreende os salários e os planos de carreira; e as condições de trabalho. Também é consensual que os avanços muito tímidos nessas dimensões estão produzindo impactos significativos no grau de atratividade da profissão, afetando os números que demonstram a falta de professores, assim como a desistência da profissão e o quadro de saúde desses profissionais.


A educação historicamente ao mesmo tempo serviu para a transmissão de uma ideologia ou para a ação transformadora da sociedade. Ela está no centro das disputas pelo poder e o docente além de ser o instrumento direto da transmissão da educação, também está no centro desses conflitos.

 A maneira de seu trabalho e as condições deste resultarão no tipo de educação que os alunos receberão, seja voltada para formar indivíduos capazes de se reconhecerem enquanto sujeitos ou para a reprodução do saber e formação/capacitação de mão – de - obra para o capital. Por isso, as condições de trabalho têm grande importância no efetivo trabalho do docente. Nessa circunstância, o docente necessita compreender a organização da sociedade capitalista e suas contradições, no intuito de realizar um trabalho junto com o aluno para emancipação de sua condição de explorado. 

O conhecimento nessa sociedade é poder, e a ideologia impingida por essa sociedade, refletirá na reprodução das idéias e de estrutura social da classe dominante. Segundo Moreira e Silva (2005) a noção de ideologia está vinculada com o poder e interesse, por isso as políticas educacionais destinadas para os professores acabam afetando não apenas estes, mas também aos alunos e a sociedade. Dessa forma, o estudo sobre as condições de trabalho do docente da educação básica torna-se importante para se entender como os governos atuam na disputa por uma ideologia. Para Hofling (2001), ora o Estado atua em favor do capital, ora da sociedade, mediando essa relação no sentido de manter a dominação. Apresentamos a seguir uma análise da LDB, do PNE e PDE no que se referem ao docente da educação. Ainda que seja uma análise preliminar, permitirá conhecermos os mecanismos utilizados pelas políticas educacionais brasileira para regular o trabalho docente da educação básica.


O Plano Nacional da Educação é o resultado da pressão da sociedade, que por iniciativa pública de sindicatos, professores, estudantes, pais, comunidade e com o apoio de alguns parlamentares elaboraram o seu plano de educação, conhecido com PNE da Sociedade Brasileira, e o enviaram para o Congresso. Essa atitude, encabeçada pelo Deputado Ivan Valente e apoiada pela oposição, fez com que o governo retirasse da gaveta o seu projeto que logo foi anexado ao popular. O PNE do governo era a expressão da política capitalista e da classe dominante, enquanto que o da Sociedade Brasileira buscava fortalecer a escola pública e a democratização da gestão escolar entre outros. O resultado desse embate é o PNE de 2001, que foge do que foi proposto pela sociedade, tornando-o como diz Valente e Romano (2002), em uma “carta de intenções”. Em suas análises, percebem o “detalhismo” quanto a estipular tempos, que em suma levam à centralização da política educacional e, ao “generalismo ambíguo” quando das situações como a de fixar um piso salarial nacional. E é neste generalismo que nos deteremos, principalmente, no que se refere a questões destinadas à formação de professores e a valorização do magistério.

O PNE não expressou a preocupação com o profissional de educação como um todo, mas evidencia e tende a discutir a formação desse profissional. A formação profissional inicial e continuada impõe limites à atuação dos profissionais leigos e de curso médio, estipulando prazos para que estes se ajustem ao novo desígnio do curso superior. Ao tratar de pendências como as condições de trabalho, piso salarial e carreira, não firma prazos, não estipula valores/percentuais apenas faz menção sobre o assunto, deixando em aberto e transferindo suas obrigações. Parte de seu discurso é bem elaborado, diria empolgante mesmo, parece com frases de efeito de um grande “galanteador” que busca seduzir as suas “vítimas”. 

al discurso cai no vazio quando não encontramos meios para efetivar tal prática. Analisada na sua totalidade e de maneira minuciosa é possível ver grandes brechas e certo descaso para com os profissionais da educação, pois quando não se omite se faz de cega quanto às necessidades para que esses profissionais possam realizar suas atividades pedagógicas. Além disso, após a publicação do PNE, em seguida, o então presidente da República Fernando Henrique Cardoso, vetou nove metas. Todas relacionadas com o financiamento para melhoria do ensino. Entre elas está o que amplia o financiamento público à pesquisa científica e tecnológica, a qual implantou em um ano os planos gerais de carreira para os profissionais e o que garante recursos do Tesouro Nacional para o pagamento de aposentados e pensionistas do ensino público na esfera federal.

O Plano de Desenvolvimento Educacional - PDE proposta do segundo mandato do governo Lula se justifica como uma política para a melhoria da educação brasileira. Entre suas prioridades:

“Uma educação básica de qualidade. Essa é a prioridade do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Investir na educação básica significa investir na educação profissional e na educação superior, porque elas estão ligadas, direta ou indiretamente. Significa também envolver todos, pais, alunos, professores e gestores, em iniciativas que busquem o sucesso e a permanência do aluno na escola” (PDE, 2007).

Conforme a descrição, o PDE deveria está a favor da educação básica e de seus profissionais. Contudo, ao analisar o documento e suas proposições, verificamos que tal documento não deixa claro os meios de efetivar a tal qualidade da educação, pois mais uma vez não deixa evidente quais recursos serão utilizados. No que se refere ao trabalho docente, não trata de forma minuciosa essas questões. Seus planos para estes estão mais voltados para a formação e capacitação profissional. São eles: o incentivo à pesquisa, piso do magistério (de 850,00 reais sendo acrescentados de forma gradual ao salário do educador), formação (para formar educadores no interior do país, através de educação à distância), educação superior (duplicação de vagas em universidades federais), FIES acesso facilitado (aumento de percentuais e prazos de pagamento para os estudantes de mestrado, doutorado e licenciaturas como pedagogia e normal superior), licenciatura de qualidade (apoio à formação de professores da educação básica), CAPES (colaboração para a formação de professores da educação básica) e a iniciação à docência (corresponde a bolsas que incentivam a formação de professores).

Nota-se nessa breve análise das leis e do Plano que as condições objetivas e subjetivas do/a professor/a que está lá no “chão” da escola não é algo pensado por essas normatizações. Várias são as competências exigidas, uma prova disso é a preocupação que se tem com a formação desse docente e, o investimento nos últimos anos nos cursos de formação continuada para que esse profissional possa acompanhar as novas exigências do mundo atual. Com isso uma pergunta se faz freqüente: diante de tanta responsabilidade imposta ao docente e que a cada dia só cresce, como pode este realizar todas essas responsabilidades quando das condições objetivas não favorecem? Como atuar nessa nova sociedade, para esse novo perfil de aluno, de escola? E mesmo, como ser esse novo perfil de professor?

As respostas para essas questões não são tão simples. É preciso voltar um pouco e analisar como a educação chegou ao contexto atual para que então possamos vislumbrar alguma saída para esse labirinto que tem se tornado o trabalho docente.

Conforme a descrição, o PDE deveria está a favor da educação básica e de seus profissionais. Contudo, ao analisar o documento e suas proposições, verificamos que tal documento não deixa claro os meios de efetivar a tal qualidade da educação, pois mais uma vez não deixa evidente quais recursos serão utilizados. No que se refere ao trabalho docente, não trata de forma minuciosa essas questões. Seus planos para estes estão mais voltados para a formação e capacitação profissional. São eles: o incentivo à pesquisa, piso do magistério (de 850,00 reais sendo acrescentados de forma gradual ao salário do educador), formação (para formar educadores no interior do país, através de educação à distância), educação superior (duplicação de vagas em universidades federais), FIES acesso facilitado (aumento de percentuais e prazos de pagamento para os estudantes de mestrado, doutorado e licenciaturas como pedagogia e normal superior), licenciatura de qualidade (apoio à formação de professores da educação básica), CAPES (colaboração para a formação de professores da educação básica) e a iniciação à docência (corresponde a bolsas que incentivam a formação de professores).

Nota-se nessa breve análise das leis e do Plano que as condições objetivas e subjetivas do/a professor/a que está lá no “chão” da escola não é algo pensado por essas normatizações. Várias são as competências exigidas, uma prova disso é a preocupação que se tem com a formação desse docente e, o investimento nos últimos anos nos cursos de formação continuada para que esse profissional possa acompanhar as novas exigências do mundo atual. Com isso uma pergunta se faz freqüente: diante de tanta responsabilidade imposta ao docente e que a cada dia só cresce, como pode este realizar todas essas responsabilidades quando das condições objetivas não favorecem? Como atuar nessa nova sociedade, para esse novo perfil de aluno, de escola? E mesmo, como ser esse novo perfil de professor?

As respostas para essas questões não são tão simples. É preciso voltar um pouco e analisar como a educação chegou ao contexto atual para que então possamos vislumbrar alguma saída para esse labirinto que tem se tornado o trabalho docente.


fonte:


https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/o-trabalho-docente-na-educacao-basica.htm

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32622015000300483

Artigo científico lingua kaxwriêtã

 Artigo científico 

Autor: Ridivanio Procópio da Silva 

Estudante de letras

Contato:81 988254619

ridivanio.rps@ufpe.br 









Igarassu, 06 de outubro de 2026




Aqui está o documento único final que cê um trabalho que não tem fim- *SÓ LÍNGUA, SEM Sabedoria dos ancestrais não haveria um trabalho lindo, COM A CIÊNCIA DO MUSEU GOELDI E SEUS PRONOMES RECONSTRUÍDOS:


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*BŘƆBƆ - LÍNGUA XUKURU DA SERRA DO URUBÁ / KAXWRIETÃ - KAXWRIÊTÃ

FAMÍLIA TARAIRIÚ (KARATIÚ) - 1100 PALAVRAS VIVAS + GRAMÁTICA


INTRODUÇÃO - SALVAGUARDAR LÍNGUAS INDÍGENAS DO BRASIL*

_Baseado em Museu Paraense Emílio Goeldi / UNESCO / FAPESP_


No mundo existem 6.000 línguas. 43% estão ameaçadas. Se nada for feito, metade desaparecerá em 100 anos. No Brasil em 1500 eram 1.200 línguas. Hoje são 160 línguas para 238 povos.


O Brasil está entre os 3 países com mais línguas ameaçadas, junto com EUA e Índia.


A UNESCO classifica por transmissão intergeracional:

- Vulnerável: crianças falam, mas só em casa (97 casos no Brasil)

- Ameaçada: crianças não aprendem como primeira língua

- Perigo severo: só avós falam, pais entendem mas não usam com crianças

- Perigo crítico: só idosos falam (45 casos no Brasil)


Fator mais grave que mata língua: ruptura de transmissão intergeracional. Quando crianças não falam mais, língua morre.


Como as línguas morrem: perda populacional, poucos falantes, pressões sociais, língua vista como inferior, chamada de "gíria" feia, vergonha, falta de programas educacionais.


O que salva: Documentação (áudio, vídeo, festas, músicas, listas de palavras), Ninho de linguagem (crianças com avós), Mestre e aprendiz, Imersão, Alfabetização na língua materna, gravações para comunidade.


Exemplo Pataxó: com uma anciã Baheta, muito idosa, sem interlocutores, lembrando da memória, foi feita a Cartilha Lições de Baheta, base do ensino bilíngue hoje. Como os Poruborá de Rondônia, considerados extintos em 1940, com 300 pessoas hoje e 4 idosos que lembram palavras.


Este Livro Vivo faz exatamente isso para o Xukuru da Serra do Urubá, também conhecida como Serra do Arorobá ou Ororubá, em Pesqueira/PE.


Fontes deste livro: Pompeu Sobrinho 1958, Domingos Cruz (informantes Rodrigues de Mendonça e Pedro Rodrigues de Gitó), Meader 1978 (Wagner 1961), Lapenda 1962, Loukotka 1949, Tarairiú (Souza 2009 / Medeiros Filho 1984), Nikulin 2020, Lachnitt 1987.


1. GRAMÁTICA VIVA - PRONOMES ANTIGOS KAXWRIETÃ - FAMÍLIA TARAIRIÚ (KARATIÚ)*

Reconstrução baseada nos pronomes preservados no kaxwriêtã:


Pronomes livres - soltos:

zi = eu

pirací = tu

taí = ele

taípe = ela

waci = nós

piraciá = vós

tayá = eles

tayápe = elas


Pronomes possessivos:

zini = meu, minha

piracini = teu, tua

taíni = dele

taípeni = dela

wacini = nosso, nossa

piraciani = vosso, vossa

tayáni = deles

tayápeni = delas


Prefixos pronominais - pronomes presos - ficam colados do lado esquerdo da palavra:

zi- = eu, meu, minha → zi-kringó akôbra = eu como banana | zi-sok = minha casa / zini sok

ka- / pi- = tu, teu, tua → ka-kringó akôbra = tu comes banana | ka-sok = tua casa / piracini sok

i- = ele(a), dele(a) → i-kringó akôbra = ele/ela come banana | i-sok = casa dele / taíni sok

wa- = nós, nosso → wa-kringó akôbra = nós comemos banana | wa-sok = nossa casa / wacini sok

Prova no vocabulário: i-zara-gó = língua (língua dele), i-ru = ruim, in-brugugó = ruim, ixá / inxi = carne

wa- vem do Proto-Cerratense _waj 'eu, nós' + sufixo -ci | ka- / ga- vem do Proto-Cerratense _ga- 'tu, vós'


Plural: ka-tuyá-yá = vossas barrigas | i-xako-yá = casas deles/delas


2. DICIONÁRIO BŘƆBƆ - 1100 PALAVRAS:


Cumprimentos: komenmen / degómen / břemê = bom dia! | lakutmen = boa tarde! | in kutmen = de tarde | in bemen = de manhã | in tataramen = de noite | amberá = até logo | adeusá = como vai? | iankwan = vem cá | naiyetigoře = fica quieto | kanbay zipotay = Valha-me Deus!


břɔbɔ = língua Xukuru | xekurú = raça, tribo | šukuřuiz = Xukuru


Corpo: xenúpre / xenupre / xiakrók = homem / homem índio | moéla / krippó = mulher | tapipo = menina | jéut = menino | akó = filho | kreká / kri / ká = cabeça | kreká memêngo = cabeça de vaca | bandulak = orelha | pigó = olho | opigom / móz = boca | korõzá = nariz | izarágo = língua | ciladê = dente | kereké / koreké = mão | atirí = dedo | poyá = pé | poiá guxú = pé defeituoso | gatí = canela | gatirí = canela fina | nãí = rosto | naiogo = cara feia | mayópó = barriga | madgoz = tripa


Casa: sek / xako = casa | taiopo maritáro = aldeia / vila | Koiá = girau | tipóia = rede | moi = panela | kriákugo = chapéu | quatira = livro | kunãgo = roupa | tiliká = roupa nova | takó = roupa velha


Natureza: téw / teu / kaité / křikišε = água | xakr = rio | itô / kiá / intoá = fogo | xetkubú / toê = brasa | kwêbra / krá = pedra | Krá xixí = pedra em cima da terra | lemołahgo / kraxixi = terra | klarihmon / limolago = lua | aːdɔmε / murasi / oraci = sol | batukį = noite | kilařižmąų = noite clara | nǫmbřu = nuvem | təkəmařu = trovão | křišišε = chovendo | batukin = nevoeiro


Comida: kringó = comer / comida | kringó konengo = comida boa | inxa / inxi = carne | jigo / xigo / šigu = milho | tók = espiga de milho | saká = feijão | kuřikə = fava | amun = farinha | xaká = mandioca | pakɔvɔ = banana | befêw = melancia | šɔšɔgu = beiju | tapuka = galinha | labudu = carneiro | kažuřə = doce


Ritual: jusa = vinho de jurema | xanduré / makringó = cachimbo ritual | inkant / tinta = reunião ritual | prayá = rito / Toré | jetó = espírito | jetó jéti = invocar espíritos | jubêgo = pajé / feiticeiro | nekrètá / taióp = cacique / chefe | Putú / Paité / tupá = Deus | Papá Duá = Nosso Senhor | Taminn / Tamaipí = Nossa Senhora | tamaingú = arco | bεš = flecha | wanmanx / jetôme = onça


Serra do Urubá novas: irínka / orinka = cachaça | xaníko = faca grande | sakwarék = faca pequena | pininga = cavalo | pininga pirara montógo = cavalo muito bom


Tarairiú - língua irmã - prova: kaité=água, xenupre=homem, intoá=fogo, kebra=pedra, pigó=olho, koreké=mão, sek=casa, moéla=mulher


3. FRASES VIVAS - LAPENDA*

1 xenunpr man-yógo karé - Caboclo com raiva do branco

6 xennunpr tayegego xurak - Índio doente de fome

7 tapipo montogo arago tumanigu - Menina foi matar tatu

40 tayópo nen-yen biá xukurú - Meu avô não falava xukuru - ANTES

AGORA: zi břɔbɔ konengo pirara! - Eu falo bonito!

42 karé xukégo kraxixi xukuru - Brancos tomaram terras Serra Urubá

43 kanbay zipotay - Valha-me Deus!


4. CARTILHA CRIANÇAS*

Chegou? Komenmen! Lakutmen!

Vai? Amberá!

Chama? Iankwan!

Fome? Xurak! Kringó konengo!

Toré? Inkant prayá! Xanduré jusa!

Inimigo? Arediri arediri!


MENSAGEM FINAL:

Se não fala, não há mundo - Ancião Navajo

zi břɔbɔ konengo pirara! - Eu falo bonito agora!

Břɔbɔ vivo! Kaxwriêtã vivo!


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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

domingo, 19 de abril de 2026

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

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